sexta-feira, 4 de maio de 2012

Direitos Humanos


Em Cidadania e Mundo Atual estivemos a ver um filme “Flor do deserto” e é sobre ele que falarei na sequência do módulo – direitos humanos.

E gostei do filme porque me alertou para uma realidade que eu desconhecia e em que não acreditava. Quando o vi, fiquei chocado e incrédulo com tamanha atrocidade.

 A seguir relatarei a história de uma menina que foi submetida ao ritual de mutilação genital.

O ritual de mutilação: consiste na amputação do clitóris da mulher de modo a que esta não possa sentir prazer durante o ato sexual.








A modelo africana Waris Dirie, atravessa as fronteiras da Somália e mostra ao mundo o lado grotesco de sua cultura. Waris conta que foi mutilada aos três anos de idade, numa espécie de rito de passagem. O relato mostra a crueldade e o preconceito aos quais são submetidas as meninas somalis. Os seus clitóris são cortados com objetos rudimentares, como facas, tesouras e lascas de pedras, sem preocupação com higiene, pondo em risco milhares de vidas. A cultura do seu país atribui aos genitais femininos o estigma do mal, por isso todas as filhas mulheres são submetidas ao ritual de mutilação.
O filme mostra Waris numa fuga pelo deserto da Somália, fugindo da tirania do pai, cuja mentalidade cultural, permite não só a mutilação, como a escolha do marido para a filha. Waris, em Mogastício, consegue a ajuda da avó que a envia para o Reino Unido trabalhar na embaixada da Somália. Fechada em casa, sem contacto com o inglês e com outras pessoas, Waris torna-se ilegal. Com a ajuda de uma amiga, Waris é recompensada em parte, fora do seu país e longe das imposições de sua cultura, pois torna-se uma modelo conhecida internacionalmente, o que lhe permite denunciar ao mundo a barbárie a que são submetidas as mulheres Somalis. Hoje Waris é embaixadora da ONU e responde por assuntos que denunciam a crueldade contra as mulheres de seu país.

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